Encontro com o Planeta


A campanha internacional MOVING PLANET  "é uma manifestação mundial que visa nos levar para além dos combustíveis fósseis e exigir soluções climáticas ", e está marcada para o próximo dia 24 de Setembro de 2011.
 
Em Outubro do ano passado, mais de 350 pessoas participaram na "Caminhada pelo Clima Famalicão", assinalando a campanha 10/10/10 lançado pelo movimento  350.org. Foi o primeiro ano em que Vila Nova de Famalicão participou  neste evento, um dos 7374 que marcaram o Dia de Acção Climática, numa chamada de atenção global, séria mas divertida, para a necessidade de passarmos para além da nossa dependência dos combustíveis fósseis.
 
Este ano, em Vila Nova de Famalicão, a acção  registada no site internacional como "Encontro com o Planeta em Famalicão", para o sábado, dia 24 de Setembro, é a projecção do excelente filme:

"HOME - o mundo é a nossa casa", de Yann Arthus-Bertrand.

Para participar, inscreva-se aqui (http://www.moving-planet.org/pt/node/770/). Programa do evento e mais detalhes em breve!

Primeiro aniversário - balanço

No passado dia 1 de Setembro, este blogue completou um ano. Começou por ser blogue "descendente" do "Sustentabilidade é Acção", mas com características locais.

Com 46 seguidores no Blogger, 52 no NetworkedBloggers e 88 na página do Facebook, o blogue ultrapassou  as 5900 visitas, e já foi recomendado pelo programa Biosfera.

Hoje, este é um blogue em transição, onde se já começou a dar o testemunho da iniciativa da sociedade civil "Famalicão em Transição", que se está a formar em Vila Nova de Famalicão. Transição para a sustentabilidade, para o cuidado com o ambiente, com as pessoas, para uma comunidade mais resiliente e mais interligada.

Espero que neste segundo ano de vida, comecem a aparecer mais comentários e sugestões, porque é muitas vezes, através do diálogo, que surgem e se aperfeiçoam boas ideias. 

Agradecemos a todos os que têm seguido, visitado e comentado este blogue! Em breve haverá novidades! Até lá!
Contamos convosco!

Princípios da Rede de Transição (Transition Network)


 (Fonte: tradução de

"Os princípios importam

Importam porque as pessoas com quem lidamos no dia-a-dia esperam que os respeitemos. Importam porque eles são o modo como enfrentamos os problemas, achamos soluções e interagimos com as pessoas. Importam porque o campo em que operamos pode abalar-nos de muitas formas e é importante ter algo sólido a que se segurar.

Estes são os princípios a que a Rede de Transição (Transition Network) aspira como uma organização, e esperamos modelá-los de forma que outros “transitantes” os adoptem.

Não estão esculpidos em pedra, e se um campo vasto da transição acha que devem mudar, serão bem vindas as propostas. Esta página está aberta a comentários para esse propósito.

Nesta página, listamos os princípios da transição, os princípios da permacultura e as características dos sistemas resilientes – todos eles são parte do surgimento da transição.

Princípios da Transição

1. Visão Positiva
 Só poderemos criar aquilo que podemos visionar:
  • Se não conseguirmos imaginar um futuro positivo, não o poderemos criar.
  • Uma mensagem positiva ajuda as pessoas a enfrentar os desafios destes tempos.
  • A mudança está a acontecer - a nossa escolha é entre um futuro que queremos ou um futuro que nos acontece.
  • As Iniciativas de Transição são baseadas na dedicação à criação de visões da comunidade em questão para além de sua dependência actual dos combustíveis fósseis, tangíveis, claramente expressas e práticas.
  • O nosso foco principal é potenciar possibilidades e oportunidades pela positiva, e não fazer campanha contra as coisas
  • A criação de novas histórias e mitos são fundamentais para este trabalho visionário.
2. Sensibilização - ajudar as pessoas a ter acesso a boa informação
  • As Iniciativas de Transição dedicam-se, em todos os aspectos do seu trabalho, à sensibilização aos problemas do pico do petróleo e das alterações climáticas e questões relacionadas, como a crítica ao crescimento económico. Ao fazê-lo, reconhecem a responsabilidade de apresentar essas informações de maneira articulada, acessível e chamativa, de modo a permitir que as pessoas se sintam envolvidas e com poder de mudança, em vez de impotentes.
  • Numa época em que a informação disponível é profundamente contraditória, as Iniciativas de Transição focam-se em dizer às pessoas a versão mais próxima da verdade que conhecemos.
  • As mensagens não são directivas, respeitando a capacidade de cada pessoa para dar uma resposta que apropriada à sua situação.
3. Inclusão e Abertura
  • As Iniciativas de Transição de sucesso precisam de um contributo da sociedade na sua diversidade, dedicando-se a garantir que os seus processos decisórios e os seus grupos de trabalho incorporem princípios de abertura e inclusão.
  • Cada iniciativa deve procurar alcançar a comunidade na sua totalidade, envolvendo, desde o início,  a comunidade empresarial local, os diversos grupos da comunidade e as autoridades locais.
  • Torna explícito o princípio de que não há, no desafio energia descendente, não há espaço para o pensamento "eles e nós”.
  • Num projecto de transição com sucesso, cada habilidade ou capacidade é valiosa.
  • São precisos bons ouvintes, jardineiros, pessoas que gostam de fazer e consertar tudo, discussões, engenheiros de energia, arte e música inspiradora, construtores, projectistas, gerentes de projecto,…
  • Use a sua paixão e faça dela a sua contribuição - se não há um projecto de trabalho na área você é apaixonado, crie um!
4. Activar a partilha e o trabalho em rede
  • As Iniciativas de Transição dedicam-se a partilhar os seus sucessos, fracassos, reflexões e ligações em várias escalas através de toda a rede de Transição, de modo a mais construir um amplo corpo colectivo de experiência. 
5. Construir Resiliência
  • Este princípio salienta a importância fundamental da construção de resiliência, ou seja, a capacidade das nossas empresas, comunidades e localidades de lidar da melhor forma possível com os impactos externos.
  • As Iniciativas de Transição comprometem-se a aumentar a resiliência através de uma ampla gama de áreas de actuação (alimentos, economia, energia, etc) e também nas várias escalas que pareçam apropriadas (do local ao nacional) - e colocá-las no contexto global da necessidade de fazer tudo o que pudermos para garantir a resiliência ambiental em geral.
  • A maioria das comunidades no passado - uma ou duas gerações atrás – tinham as ferramentas básicas necessárias para a vida, como produção e conservação de alimentos, confecção de roupas, e construção com materiais locais.
6. Transição Interior e Exterior
  • Os desafios que enfrentamos não são apenas causados por erros nas nossas tecnologias, mas são um resultado directo de nossa visão de mundo e sistema de crenças.
  • O impacto da informação sobre o estado do nosso planeta pode gerar medo e dor - que pode ser a base do estado de negação em que muitas pessoas são apanhadas.
  • Os modelos psicológicos (por exemplo, de mudança comportamental) podem ajudar a entender o que realmente está a acontecer e a evitar processos inconscientes de sabotagem à mudança.
  • Este princípio também honra o fato de que a Transição singra porque permite e apoia as pessoas a fazer aquilo por que são apaixonados, aquilo que se sentem chamados a fazer.
7.  A Transição faz sentido - a solução é do mesmo tamanho que o problema
  • Existem muitos filmes e livros que sugerem que a mudança de lâmpadas, reciclagem e conduzir carros menores pode ser o suficiente. Isso faz com que um estado chamado de "dissonância cognitiva" - um estado em que lhe foi dada uma solução que você sabe que não vai resolver o problema.
  • Nós olhamos para o sistema como um todo e não apenas uma parte, porque estamos diante do fracasso de um sistema e não de uma falha de um único problema.
  • Trabalhamos com a complexidade, baseando a resolução dos problemas na imitação da natureza
8. Subsidiariedade: auto-organização e tomada de decisão ao nível adequado
  • A intenção do modelo de transição não é centralizar o controlo ou a tomada de decisões, mas sim trabalhar com todos para que as decisões sejam tomadas ao nível mais adequado, prático e capacitador, do mesmo modo que os dos sistemas naturais são capazes de se auto-organizarem.
  • Criamos formas de trabalho que sejam fáceis de copiar e de se espalhar rapidamente."

Curso de Iniciativas de Transição em Sintra


"Uma oficina de fim-de-semana sobre os fundamentos da Transição direccionada a quem deseja saber mais sobre ferramentas práticas para construir, planear e gerir uma Iniciativa de Transição. Queremos proporcionar aos diferentes agentes que intervêm na temática das cidades sustentáveis a oportunidade de aprender técnicas e metodologias para uma maior resiliência das nossas comunidades.

Este workshop de dois dias inclui uma introdução teórica e prática sobre Transição e tem como principais objectivos:

- Aprofundar conhecimentos para a experiência de uma Iniciativa de Transição
- Saber mais sobre como aplicar os primeiros passos do modelo de Transição
- Aprender métodos inovadores de aprendizagem, participação e facilitação (dinâmicas de grupo)
- Aprender formas de recapacitação individual
- Conhecer pessoas de várias Iniciativas de Transição e partilhar sucessos e dificuldades

O curso será leccionado em Português e em Inglês com tradução.

Para mais informações sobre o conteúdo do curso visitem: http://www.transitionnetwork.org/support/training/training-transition"


Inscrições: cursotransicao2011@gmail.com

Transição para um mundo sem petróleo - Rob Hopkins no TED

Rob Hopkins é co-fundador da Rede de Transição. Permacultor e professor, Rob Hopkins é um empreendedor que passou à acção a nível global, agindo localmente. Começando com a Transição na cidade do Reino Unido de Totnes (Transition Town Totnes), a rede de Transição espalhou-se pela Europa, pela América e por todo o mundo.  Mas de que transição estamos a falar?  Ouça a palestra de Rob Hopkins de 2009 no TED para entender essa transição para um mundo para além do petróleo, onde os consumos energéticos são minimizados e as comunidades se tornam mais conectadas e resilientes.
(Nota: tem legendas também em português do Brasil, em a palavra oil, que significa petróleo, foi traduzida para óleo).



Em Portugal já existem 13 comunidades em Transição registadas na rede internacional: Paredes, Pombal, Telheiras, Portalegre, Gaia, Sintra, Rio Tinto, Coimbra, Cascais, Linda-a-Velha, Aldeia das Amoreiras, e também na na Universidade do Minho e na FCUL - Univ. Lisboa. Espreite a Rede Transição e Permacultura Portugal.

(Esta mensagem é idêntica à de 28/05/2011 no blogue Sustentabilidade é Acção)

2ª Reunião sobre Transição - resumo

No passado dia 15/07/2011, o grupo de transição em Vila Nova de Famalicão chegou às 15 pessoas.  Fica aqui o registo da conversa: 


Programa :
1) Troca de ideias sobre princípios da transição – continuação
2) Discutir sobre adesão formal à rede Transition Network
3) Possibilidade de formar grupo-piloto, coordenador e temporário.
4) Discutir sobre constituição de grupos de trabalho para as diferentes áreas .

Presenças:
1. Ana Azevedo
2. Albertina Pereira
3. Armindo Magalhães
4. Cristiana Caldas,
5. Graça Marques
6. Helena Pinheiro
7. José Marques
8. Lígia Silva
9. Luciana Lopes
10. Manuel Cruz
11. Manuela Araújo
12. Nuno Mendes
13. Paulo Mesquita
14. Sandra Costa
15. Víctor Moreira

Resumo:
Nesta segunda reunião não se avançou tanto como na primeira, o que é natural nesta fase de arranque da Transição em Vila Nova de Famalicão. Foram trocadas ideias sobre Permacultura, aproveitando a presença do Víctor Moreira, com experiência e conhecimentos nesta área.

Foram lidos e discutidos os princípios da Rede de Transição (Transition Network):  1. Visão Positiva;  2. Ajudar as pessoas a ter acesso a boa informação e confiar nelas para que tomem boas; 3. Inclusão e Abertura; 4. Activar a partilha e o trabalho em rede; 5. Construir Resiliência; 6. Transição Interior e Exterior; 7. A Transição faz sentido - a solução é do mesmo tamanho que o problema; 8. Subsidiariedade: auto-organização e tomada de decisão ao nível adequado.

Foram trocadas ideias sobre Transição e sobre o futuro, mas a maioria do grupo presente sente precisar de mais informação sobre Rede Transition Network para decidir sobre a eventual adesão formal. Foram avançadas hipóteses de associação e de cooperativa para a formalização do movimento.

Quanto à criação de um grupo piloto, ofereceram-se desde já como voluntários Albertina Pereira, Ana Maria Azevedo, Armindo Magalhães, Luciana Lopes, Manuela Araújo, Nuno Mendes e Sandra Costa. 

Posteriormente, cada um dos presentes da área para que se sente mais vocacionado a intervir ou ajudar (agricultura, alimentação, energia, comércio, indústria, saúde, educação, cultura, transição interior, ligação ao exterior, etc.).

Próxima Reunião ficou prevista para o dia 29/07/2011, às 21:45h, no Espaço Mangala (Rua de Santo António, Edifício Matriz Antiga, loja 7) , com projecção de vídeos sobre Transição.

2ª Reunião sobre Transição - dia 15/07/2011

Conforme estabelecido na 1ª reunião sobre Transição, a segunda continua marcada para o dia 15/07/2011  às 21:45h, no café/restaurante Praça, em Talvai.

Aos presentes na 1ª reunião foi distribuído um extracto do Manual de Iniciativas de Transição, com os critérios para uma iniciativa integrada na Transition Network, os "7 mas" e os "12 passos", para que pudessem avaliar sobre uma eventual adesão oficial.

Espera-se que nesta 2ª reunião se faça a segunda parte do exercício, que é saber por onde se pode começar,  e como  devemos estar daqui a, por exemplo, 3 anos, para que consigamos chegar aos objectivos para daqui a 10 anos.

No entanto, para além de continuar na troca de ideias, vejamos se será também possível, nesta segunda reunião, dar alguns passos no sentido de:
1)    Discutir sobre a eventual adesão formal à rede de partilha internacional Transition Network.
2)    Decidir um nome para este movimento em formação 
3) Concretizar um grupo-piloto, coordenador e temporário. Posteriormente, e com uma adesão mais alargada, haverá que constituir grupos de trabalho para as diferentes áreas.

Se quer ajudar de forma empenhada, desinteressada e integrada a preparar a comunidade de Famalicão para se tornar mais sustentável e resiliente, junte-se a nós e apareça para a reunião.