Programa televisivo Biosfera vai fazer reportagem sobre o Crime ambiental no Monte Santa Catarina

Na sequência do trabalho que a Associação Famalicão em Transição tem vindo a desenvolver no sentido de divulgar publicamente o crime ambiental que continua a acontecer no Monte Santa Catarina, nomeadamente junto de diversos órgãos da comunicação social, vimos, com agrado, informar que o programa televisivo Biosfera, que é transmitido semanalmente na RTP2 (https://www.rtp.pt/programa/tv/p43425), vem a Famalicão, este sábado, 28 de janeiro, de manhã, pelas 10h, para realizar uma reportagem sobre este assunto.
Assim que a reportagem for para o ar, divulgaremos a mesma.

Impactes negativos do crime ambiental no Monte Santa Catarina - 2ª série de imagens aéreas comentadas

Continuamos a partilha de uma série de imagens comentadas através das quais procuramos ilustrar alguns dos principais impactes negativos do corte de árvores efetuado no Monte Santa Catarina.

Relembramos as partilhas anteriores, nomeadamente, o primeiro vídeo aéreo do terreno onde foi cometido o crime ambiental no Monte Santa Catarina (pode ser visto ou revisto aqui: https://youtu.be/kXrt9dyBKA8), e a 1ª série de imagens aéreas comentadas (pode ser vista ou revista aqui: https://famalicaomelhor.blogspot.com/2023/01/impactes-negativos-do-crime-ambiental.html).


"O combate às alterações climáticas não pode realizar-se abstraindo da conservação dos ecossistemas, da biodiversidade, da proteção e regeneração do solo, da defesa da floresta, das arborizações e do coberto vegetal, em especial quando estão em jogo espécies autóctones, essenciais para a mitigação das alterações climáticas e da adaptação a estas. De outro modo, torna-se uma prática absurda, insustentável e contraproducente."
(excerto de texto da autoria da Aliança pela Floresta Autóctone - https://florestautoctone.webnode.pt)

Impactes negativos do crime ambiental no Monte Santa Catarina - 1ª série de imagens aéreas comentadas

Depois da partilha do primeiro vídeo aéreo do terreno onde foi cometido o crime ambiental no Monte Santa Catarina (pode ser visto ou revisto aqui: https://youtu.be/kXrt9dyBKA8), partilhamos agora a 1ª série de imagens comentadas daquela importante área do território famalicense, onde ilustramos alguns dos principais impactes negativos do corte de árvores lá efetuado.

"O combate às alterações climáticas não pode realizar-se abstraindo da conservação dos ecossistemas, da biodiversidade, da proteção e regeneração do solo, da defesa da floresta, das arborizações e do coberto vegetal, em especial quando estão em jogo espécies autóctones, essenciais para a mitigação das alterações climáticas e da adaptação a estas. De outro modo, torna-se uma prática absurda, insustentável e contraproducente."
(excerto de texto da autoria da Aliança pela Floresta Autóctone - https://florestautoctone.webnode.pt)

Crime ambiental no Monte Santa Catarina - 1º vídeo aéreo da área do corte de árvores


1º vídeo de drone captado no Monte Santa Catarina (Vila Nova de Famalicão) durante a ação da Associação Famalicão em Transição no dia 17 de dezembro de 2022 (Conversa TeT especial - Parte II - Transição energética e floresta).

Dimensão total de implantação do projeto da Central Fotovoltaica de Gemunde: cerca de 80 hectares.
Dimensão total da área de corte de árvores (segundo o ICNF): cerca de 70 hectares.
Perímetro da superfície total de implantação do projeto: cerca de 5 km.

Área mais densa de sobreiral cortado, coincidente com a área de maior declive de implantação do projeto, correspondente a uma percentagem mínima (cerca de 2,5%) da área total de implantação da central fotovoltaica projetada:

  • Porquê o corte desta área específica (com ainda maior valor ambiental e ecológico)?
  • Será assim tão essencial a utilização desta área (junto aos penedos, no ponto mais alto e de maior declive da área intervencionada) para o projeto em causa?
  • Não teria sido possível, pelo menos, salvaguardar esta área do Monte Santa Catarina, excluindo-a da zona de corte de árvores?
  • Foi devidamente avaliado o risco de erosão (já a verificar-se no terreno neste momento!) em toda a área de desbaste da vegetação arbórea, e especialmente nesta área de maior declive e altitude?
Ver o vídeo na ligação seguinte:
https://youtu.be/kXrt9dyBKA8

Conversa TeT especial - Floresta e transição energética - Parte 2 - "Da Costa à Contracosta" | 17/12 (sábado) - 10h30 - Monte Santa Catarina

Conversa TeT especial - Floresta e transição energética - Parte 2 – “Da Costa à Contracosta”
17/12 (sábado) - 10h30
Monte Santa Catarina

Objetivo: reconhecimento dos 80 hectares onde será implantado o projeto da Central Fotovoltaica de Outiz - Gemunde.
Ponto de encontro: 10h00 - no parque de estacionamento do E. Leclerc (junto ao McDonald's) ou, para quem quiser ir diretamente para o ponto de partida, Gemunde - Caminho Municipal 140 (coordenadas 41.403255, -8.562988).
Início da caminhada: 10h30.
Mecânica da ação: atravessamento da área, fazendo a ligação dos pontos mais afastados. Estimamos que o percurso tenha cerca de 5km.

Deixamos dois contactos de telemóvel, para o caso de necessitarem de alguma informação extra, nomeadamente no dia e hora da ação: José Carvalho - 967351833; Gil Pereira - 916081302.

Comunicado “Conversa TeT especial - Floresta e transição energética | 19/11/2022 | Monte do Facho / Santa Catarina (Vila Nova de Famalicão)”


No passado sábado, dia 19, a Associação Famalicão em Transição reuniu, no Monte do Facho/Santa Catarina, as/os suas/eus associadas/os, tendo-se juntado também a comunicação social e os partidos com representação concelhia, para visitar a área onde foram abatidos centenas de sobreiros, a favor da construção de uma central fotovoltaica.

Nesta ação contamos com a participação das/os representantes do Bloco de Esquerda, PAN, PCP, Os Verdes e PS, que tiveram a oportunidade de avaliar a dimensão da destruição in loco, que vitimou aquela área. As diferentes perspetivas enriqueceram o debate, pelo que a Associação Famalicão em Transição agradece o contributo para a discussão da salvaguarda do património ambiental e paisagístico do concelho.

No local, pudemos ver a qualidade do solo existente naquela área (graças aos sobreiros ali existentes), pouco comum em áreas com aquele declive, e o claro impacto e erosão que a destruição irá continuar a causa naquele território. Partilhamos também com as pessoas presentes as respostas fornecidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão às questões colocadas pela Associação Famalicão em Transição sobre o projeto, que ou não foram respondidas, ou a resposta não foi esclarecedora. Nomeadamente, continuamos sem saber se existe uma análise de impacte ambiental associada a este projeto, não tivemos acesso às plantas do projeto e ao detalhe das áreas de cortes e preservação da vegetação aprovadas pelo ICNF, nem sabemos quais são as medidas para mitigar a erosão, ou ainda quais são e onde se localizam os restantes projetos de produção elétrica fotovoltaica licenciados no concelho, pelo que continuaremos a pedir que estas informações nos sejam cedidas.

Relativamente ao futuro, a Associação Famalicão em Transição mantém a posição quanto à paragem das obras e obrigatoriedade de reflorestar a área de sobreiral destruída, reiterando ainda que a transição energética não pode ser feita à custa das nossas florestas e que plantar uma árvore não compensa o abate de outra.

Neste sentido, na segunda parte da ação deste passado sábado efetuou-se um reconhecimento das restantes manchas de sobreiros que ainda existem na zona envolvente ao local onde aconteceu o abate de árvores. Neste processo, foi proposto a criação de um parque florestal para o Monte do Facho / Santa Catarina, à semelhança do Parque de Monsanto, em Lisboa, praticamente sem custos de manutenção, pois a natureza faz a sua autogestão. Para o seu financiamento, que numa primeira fase passaria pela aquisição de terrenos, poderão ser usadas verbas do Fundo Ambiental deste projeto de produção de energia fotovoltaica e de outros que venham a ser licenciados, mecenato ambiental, nomeadamente por empresas com elevado impacto ambiental do concelho, por mecanismos financeiros de compensação carbónica e recursos próprios da autarquia.

Relembramos de seguida todas as questões colocadas à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão:

1. Houve licenciamento do projeto em causa (em visitas ao local não encontramos esta informação visível)? Onde podemos consultar mais detalhes sobre o projeto de implantação da central fotovoltaica nos terrenos em causa?

2. Existe Estudo de Impacte Ambiental para o projeto em causa, considerando que a área de implantação é de cerca de 80 hectares?

3. Existe autorização do ICNF para o corte de sobreiros efetuado?

4. Existe licenciamento municipal para a movimentação de terras que aconteceu no local?

5. Tendo em conta que parte da implantação do projeto é feito em terreno abrangido por REN e RAN, existe a devida comunicação prévia à entidade competente e onde pode ser consultada ou facultada?

6. Existe algum estudo para a mitigação dos efeitos de erosão na encosta em causa?

7. Existe algum estudo sobre as necessárias medidas de compensação ambiental em função dos danos já causados pelo projeto?

8. É esta a visão do Município quanto à transição energética, isto é, a prioridade dada à instalação de centrais fotovoltaicas de grande dimensão, especialmente tendo em conta a inutilização de solo fértil e a eliminação de manchas florestais com grande mais-valia ambiental, em detrimento da opção pela descentralização da produção elétrica (principalmente o aproveitamento de infraestruturas já existentes, como sendo edifícios industriais, comerciais e residenciais)?

9. Qual o interesse municipal para a instalação desta central fotovoltaica no concelho, principalmente tendo em conta os graves prejuízos ecológicos que a mesma implica? Como se materializa o benefício para as/os famalicenses da instalação desta central fotovoltaica no concelho?

10. Relativamente aos pareceres dados, qual a posição das Freguesias abrangidas por este projeto?

11. Existiu alguma consulta pública à comunidade acerca do licenciamento deste projeto?

12. Existem outros projetos de centrais fotovoltaicas previstos para instalação no concelho? Se sim, quantos e em que locais?

Créditos de todas as fotos: Tiago Paiva

2ª Caminhada das Minas


No próximo sábado, 19 de novembro, pelas 14 horas, irá realizar-se uma caminhada no Trilho das Minas, promovida pela CSIF de Gondifelos, Cavalões, Outiz e Louro, e com a colaboração da Associação Famalicão em Transição.
O ponto de encontro será em Gondifelos, junto aos moinhos do rio Este, perto do Castro de Penices. Para mais informações e inscrições consultar os links do cartaz.
O Trilho das Minas é uma iniciativa da Associação Famalicão em Transição, na qual temos procurado desempenhar o nosso papel na criação e promoção deste trilho.