segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já começou a Transição em Portugal

O seguinte texto é a transcrição de parte da mensagem de Luís Queirós no seu  blogue Transição, e fala da sua opinião sobre a Conferência GLOCAL 2010, que decorreu nos passados dias 20 a 22 de Outubro, nas instalações da LIPOR, em Ermesinde, onde foi também orador:

"A experiência que está a ser levada a cabo pelo Município Cascais, apresentada, de forma entusiástica, por Joana Silva, ilustra bem quanto algumas autarquias já estão sensíveis a estes problemas. Foi apresentado o projecto "in loco 21" que está a ser implementado com sucesso. Falou-se de palestras, destinadas aos colaboradores da autarquia, inspiradoras de reflexão sobre a sustentabilidade.

Começam a surgir por toda a parte pessoas desinteressadas, cidadãos comuns atentos aos sinais das mudanças, que se interessam pelo tema. Eu próprio apresentei o projecto Rio Vivo, em S. Pedro do Rio Seco, apoiado pela Fundação Vox Populi. E inspiradas pelo modelo de Totnes, já existem em Portugal as primeiras iniciativas de transição, como é o caso de Paredes que muito me impressionou pelos entusiasmo com que foi apresentado. Tivemos ainda o privilégio de ouvir Jacqi Hodgson falar-nos de Totnes, cidade inglesa percursora destes movimentos.
 
Com a persistência da crise e com a incapacidade demonstrada por economistas, políticos e governantes para a debelar, pouco a pouco, as pessoas começam a dar-se conta de que o mundo está a mudar de uma forma irreversível, e que esta não é uma crise como as outras. Começam a perceber e a acreditar que esta á a “crise mesmo”, e começam a olhar de forma diferente para o futuro. E muitos, sem esperar que algo de pior aconteça, começam a querer moldá-lo com as suas próprias mãos. Está a ser assim em Paredes, em Pombal, e poderá ser assim no bairro de Telheiras, em Lisboa, onde jovens entusiastas se dispõem a percorrer o caminho difícil mas promissor da Transição."

Eu também assisti à conferência GLOCAL 2010, e, assim como na conferência sobre Transição em Abril passado em Pombal,  vi que há pessoas e municípios interessados em começar essa mudança para uma vivência mais sustentável, promovendo a produção e o comércio local, respeitando a natureza e as pessoas, e delas aproveitar o melhor sem as prejudicar, e diminuindo gradualmente os consumos energéticos - a Transição.

Mas a Transição começa localmente, com um grupo de pessoas empenhadas, interessadas no bem comum e não em obter proveito próprio, que se formam e informam para que se vença a inércia do "deixa andar, que quem vier atrás resolva" e a Transição comece. Dá trabalho, e não dá dinheiro, mas seguramente compensará a quem se preocupe com o futuro das gerações futuras. Em Portugal

Em Paredes, de facto a Transição já começou, como testemunhei na recente palestra de Jacqi Hodgson (ver aqui). Em Pombal, em Telheiras, em Rio Seco, a Transição está a acontecer. Saibam mais na rede Transição e Permacultura Portugal, uma rede social que visa promover o Movimento de Transição e a Permacultura em Portugal.

Haverá gente em Famalicão que aceite este desafio?

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