segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Plantar 100 árvores autóctones - Bosques do Centenário

Bosques do centenário em Vila Nova de Famalicão

"No dia 23 ocorrerá a plantação de 100 carvalhos no Monte de Montezelo, Lousado ( junto à igreja). Organização da Câmara Municipal de Famalicāo com a colaboração da Vento Norte e participação de alunos da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme e Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

No dia 27, sábado, pelas 9:30, a Associação Vento Norte promove a plantação de árvores de espécies autóctones e sementeira de bolotas e castanhas no parque do Vinhal em Vila Nova de Famalicão. Esta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicāo e está aberta à participação de toda a comunidade. Não é  necessária inscrição, basta que apareçam no local." 
  
 
Bosques do Centenário

"O projecto Bosques do Centenário insere-se nas Comemorações do Centenário da República e tem como objectivo plantar pequenos bosques de 100 árvores de espécies autóctones em cada um dos municípios de Portugal como forma de assinalar os 100 anos de instauração da República Portuguesa, assinalando esta efeméride com a plantação de “monumentos vivos” em cada um dos 308 municípios portugueses.

A iniciativa de plantar Bosques poderá prosseguir no futuro como um movimento voluntário de cidadania para a criação e manutenção de bosques de floresta autóctone, através de vários tipos de acções, tais como a recolha de sementes, sementeiras e plantações ou a limpeza e manutenção da floresta autóctone.

A plantação dos “Bosques do Centenário” terá lugar durante a semana em que se celebra o Dia Mundial da Floresta Autóctone, 23 de Novembro
." 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já começou a Transição em Portugal

O seguinte texto é a transcrição de parte da mensagem de Luís Queirós no seu  blogue Transição, e fala da sua opinião sobre a Conferência GLOCAL 2010, que decorreu nos passados dias 20 a 22 de Outubro, nas instalações da LIPOR, em Ermesinde, onde foi também orador:

"A experiência que está a ser levada a cabo pelo Município Cascais, apresentada, de forma entusiástica, por Joana Silva, ilustra bem quanto algumas autarquias já estão sensíveis a estes problemas. Foi apresentado o projecto "in loco 21" que está a ser implementado com sucesso. Falou-se de palestras, destinadas aos colaboradores da autarquia, inspiradoras de reflexão sobre a sustentabilidade.

Começam a surgir por toda a parte pessoas desinteressadas, cidadãos comuns atentos aos sinais das mudanças, que se interessam pelo tema. Eu próprio apresentei o projecto Rio Vivo, em S. Pedro do Rio Seco, apoiado pela Fundação Vox Populi. E inspiradas pelo modelo de Totnes, já existem em Portugal as primeiras iniciativas de transição, como é o caso de Paredes que muito me impressionou pelos entusiasmo com que foi apresentado. Tivemos ainda o privilégio de ouvir Jacqi Hodgson falar-nos de Totnes, cidade inglesa percursora destes movimentos.
 
Com a persistência da crise e com a incapacidade demonstrada por economistas, políticos e governantes para a debelar, pouco a pouco, as pessoas começam a dar-se conta de que o mundo está a mudar de uma forma irreversível, e que esta não é uma crise como as outras. Começam a perceber e a acreditar que esta á a “crise mesmo”, e começam a olhar de forma diferente para o futuro. E muitos, sem esperar que algo de pior aconteça, começam a querer moldá-lo com as suas próprias mãos. Está a ser assim em Paredes, em Pombal, e poderá ser assim no bairro de Telheiras, em Lisboa, onde jovens entusiastas se dispõem a percorrer o caminho difícil mas promissor da Transição."

Eu também assisti à conferência GLOCAL 2010, e, assim como na conferência sobre Transição em Abril passado em Pombal,  vi que há pessoas e municípios interessados em começar essa mudança para uma vivência mais sustentável, promovendo a produção e o comércio local, respeitando a natureza e as pessoas, e delas aproveitar o melhor sem as prejudicar, e diminuindo gradualmente os consumos energéticos - a Transição.

Mas a Transição começa localmente, com um grupo de pessoas empenhadas, interessadas no bem comum e não em obter proveito próprio, que se formam e informam para que se vença a inércia do "deixa andar, que quem vier atrás resolva" e a Transição comece. Dá trabalho, e não dá dinheiro, mas seguramente compensará a quem se preocupe com o futuro das gerações futuras. Em Portugal

Em Paredes, de facto a Transição já começou, como testemunhei na recente palestra de Jacqi Hodgson (ver aqui). Em Pombal, em Telheiras, em Rio Seco, a Transição está a acontecer. Saibam mais na rede Transição e Permacultura Portugal, uma rede social que visa promover o Movimento de Transição e a Permacultura em Portugal.

Haverá gente em Famalicão que aceite este desafio?

domingo, 24 de outubro de 2010

Transição para a Sustentabilidade

 O conceito de sustentabilidade, e mais propriamente desenvolvimento sustentável, apareceu definido pela primeira vez em 1987, no relatório Brundtland. E teve de ser definido e escrito, não porque fosse um conceito novo, mas porque  o Homem se esqueceu.

Durante muitos milénios, o Homem e a Natureza viveram em harmonia, de acordo com os princípios da sustentabilidade. A sustentabilidade era algo intrínseco, que juntava instinto com saber empírico, e que passava de geração em geração. 

No último século e meio, o Homem enlouqueceu com a energia fácil, lançou-se na aventura da tecnologia e esqueceu-se completamente da sustentabilidade e do essencial . Com o uso do carvão e mais ainda com a descoberta do petróleo, uma revolução energética levou-nos, a evoluir para modos e níveis de vida nunca antes sonhados, permitindo um crescimento exponencial da população através de uma escalada impossível de consumo de recursos e produção de poluição.

Tal como dizem os biólogos, o comportamento exponencial da nossa espécie no último século, a nível de crescimento demográfico e consumo de recursos, só tem paralelo na natureza,  nas infecções ou nas pragas. E todos sabemos que após "consumirem" tudo o que tinham ao seu alcance, a redução da população de bactérias ou de insectos é rápida e drástica. O caos instala-se e auto-acelera-se. Deduzimos, portanto, que a continuar com o consumo e crescimento do último século, num meio finito, caminhamos seguramente para o início do fim da civilização tal como a conhecemos. São leis da física e da biologia...

Em paralelo com o aumento do nível de vida de parte da população mundial, com o aumento da esperança de vida, com o desenvolvimento da ciência,  e com o encurtamento das distâncias e globalização do comércio, assistimos a um retrocesso dos valores essenciais, ao declínio da natureza e da biodiversidade, ao aumento assustador do número de pessoas com fome crónica, e ao aumento exponencial das disparidades entre aquilo que têm os mais ricos e os mais pobres.
E nem por isso, as pessoas do mundo dito "civilizado" são hoje mais felizes. Pelo contrário, a correria, a falta de valores e prioridades verdadeiras, fez com que a angústia, o pessimismo e a passividade cívica se instalassem. A vida em comunidade foi desaparecendo ao ponto de nem sabermos quem é o vizinho que mora ao lado, o tempo para a família e os amigos cada vez fica mais curto.

Salvo honrosas excepções, aqueles que governam as nações vêem demonstrando cada vez mais a sua incapacidade de mudar o mundo, estando cada vez mais subjugados e controlados pelas grandes corporações que detém o poder económico. A falta de liderança e de coragem é já a imagem de um tempo, em que uma grande parte da humanidade continua a seguir na corrente do deslumbramento pelo consumo, ignorando ou não querendo ver que essa corrente não desagua senão num inevitável mar de caos e de guerra.

Resta-nos seguir nessa corrente, ou então, nadar contra ela com todas as nossas forças. Porque só a partir da nossa acção, dos cidadãos comuns minimamente informados e conscientes, é que pode surgir a mudança.

É tarde demais para evitar a grande crise que se aproxima, mas não é tarde demais para a tentar amenizar.  

Está  mais que na hora de começarmos a fazer a transição para um mundo em que quem está primeiro são as pessoas e a natureza, e não o dinheiro.

Nota: este texto foi também publicado no blogue Sustentabilidade é Acção com o título Está mais que na hora da Transição para a Sustentabilidade

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Blog Action Day - Água



Filme de Andrew Dobbie, premiado no concurso de 48 horas do "Cannes Lions International Advertising Festival" de 2010 (Junho), com vista à divulgação da petição da WaterAid a entregar na Cimeira dos ODM no passado mês de Setembro.

domingo, 10 de outubro de 2010

10/10/10 - Caminhada pelo Clima Famalicão

Mais de 350 pessoas (bastante mais, mas não sei ao certo) participaram hoje na "Caminhada pelo Clima Famalicão", assinalando o 10/10/10 da campanha 350. O sol interior destes seres exteriorizou-se numa magnífica manhã, que se vestiu de branco e tons de azul, como mostram as fotografias:
 









O grupo organizador no fim da Caminhada

Numa caminhada de sensibilização de cerca de 5 km pela cidade, os caminhantes vestiram a camisola, mais propriamente T-shirt, e divulgaram dicas como: "Queime calorias e não petróleo", "Prefira sempre a luz natural", "Opte pelos transportes públicos", "Reutilize manuais escolares", "Escolha produtos locais", "Tome banho de duche e rápido", "Reutilize os sacos nas compras", etc., etc..
Participaram pessoas das mais diversas idades, todos com boa disposição. Vieram pessoas de outras terras do norte, inclusive de Viana do Castelo. Até o vice-presidente da autarquia e mais três vereadores vestiram a camisola (um deles só no sentido figurado porque não havia tamanho XL). Alguns "sprinters" da geração futura e mais um de quatro patas, a "Luna", imprimiram um passo acelerado e dificilmente abrandado pela organização, de modo que a caminhada acabou um pouco antes do esperado. 
 
Correu tudo lindamente, e julgo que transmitimos a mensagem de que são necessárias as nossas acções individuais para contribuirmos para um mundo melhor. E esta mensagem destes cidadãos empenhados fará parte, através das fotos enviadas à 350.org da pressão a exercer sobre os líderes  mundiais que se vão reunir na COP16, Cimeira do México sobre Alterações climáticas, a realizar em Dezembro: queremos como meta, o valor máximo de 350 ppm de CO2 na atmosfera!

Aos participantes, aos que colaboraram patrocinando o evento, à autarquia, à comunicação social local e regional e aos membros do grupo organizador: MUITO OBRIGADA!

Para ver mais fotos: no Facebook, ver o meu álbum ou o álbum do Município de Vila Nova de Famalicão

sábado, 9 de outubro de 2010

Amigos da Caminhada pelo Clima Famalicão - 2

Sete semanas depois de termos começado a organizar a Caminhada pelo Clima Famalicão, tudo está a postos para que o próximo Domingo 10/10/10 seja um dia que sensibilize a população e que ajude a 350.org a mandar uma mensagem  de milhões de pessoas para os líderes que se vão reunir, em Dezembro, no México, na Cimeira sobre Alterações Climáticas. 

Tudo, ou aliás quase tudo. O "clima" por cá está de má cara, chuvoso que só visto, criando receios que apareçam poucos caminhantes. Mas como somos optimistas, esperamos que este povo do norte não se assuste com uns aguaceiros, ou melhor, esperamos que não chova no Domingo de manhã!


Mas toda esta preparação não teria sido possível se não tivéssemos apoios. Assim, deixamos aqui o nosso sincero agradecimento às seguintes entidades e empresas que se disponibilizaram a ajudar esta iniciativa por um mundo melhor para as gerações mais novas e futuras.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Amigos da Caminhada pelo Clima Famalicão - 1

Para fazer uma caminhada, basta pôr os pés ao caminho. Para fazer de uma caminhada um evento de sensibilização é preciso trabalho, empenho e apoio.
A Caminhada pelo Clima Famalicão, que foi iniciada através do blogue Sustentabilidade é Acção, tem vindo a ser organizada por um grupo de 17 voluntários, na maioria famalicenses, mas também da Trofa, Castelo da Maia e Valongo. Alguns deles responderam de imediato ao apelo feito ao grupo Limpar Portugal VNF Famalicão. Outros já tinham estado também no evento de 24/10/2009 da 350, em Gaia/Porto, e já conheciam este movimento 350.orgParte deles, absolutamente desconhecidos dos outros.

Certo é o seguinte: com reuniões semanais desde 31 de Agosto até hoje, este grupo de pessoas, sem qualquer associação formalizada, conseguiu fazer desta caminhada um evento de grande impacte, como se pode ver pelo destaque dado pelo próprio movimento 350.org/pt/Uns participaram mais, outros participaram menos, mas todos colaboraram na medida das suas possiblilidades.

Por isso, aqui fica o meu sincero "obrigada" a este grupo fantástico que me deu motivo para  continuar a acreditar que o mundo pode mudar para melhor, porque há gente para isso.  Por isso, e por ordem alfabética, bem hajam:
Foto de hoje: é uma pena apenas estarem aqui menos de metade do grupo...

Albertina Pereira
Alcino Monteiro
Ana Berta Rego
Ana Maria Azevedo
Clara Drave (Castelo da Maia)
Cristiana Caldas 
Graça Marques (Trofa)
Lígia Silva
Luciana Lopes
Luísa Aguiar (Valongo)
Manuel Cruz (Trofa)
Marta Moniz
Nuno Mendes
Pedro Teixeira
Sandra Costa 
Susana Costa

Agora,  esperemos que o "Clima", pelo qual vamos caminhar, nos ajude no Domingo de manhã!