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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Curso de Iniciativas de Transição em Sintra


"Uma oficina de fim-de-semana sobre os fundamentos da Transição direccionada a quem deseja saber mais sobre ferramentas práticas para construir, planear e gerir uma Iniciativa de Transição. Queremos proporcionar aos diferentes agentes que intervêm na temática das cidades sustentáveis a oportunidade de aprender técnicas e metodologias para uma maior resiliência das nossas comunidades.

Este workshop de dois dias inclui uma introdução teórica e prática sobre Transição e tem como principais objectivos:

- Aprofundar conhecimentos para a experiência de uma Iniciativa de Transição
- Saber mais sobre como aplicar os primeiros passos do modelo de Transição
- Aprender métodos inovadores de aprendizagem, participação e facilitação (dinâmicas de grupo)
- Aprender formas de recapacitação individual
- Conhecer pessoas de várias Iniciativas de Transição e partilhar sucessos e dificuldades

O curso será leccionado em Português e em Inglês com tradução.

Para mais informações sobre o conteúdo do curso visitem: http://www.transitionnetwork.org/support/training/training-transition"


Inscrições: cursotransicao2011@gmail.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Transição para um mundo sem petróleo - Rob Hopkins no TED

Rob Hopkins é co-fundador da Rede de Transição. Permacultor e professor, Rob Hopkins é um empreendedor que passou à acção a nível global, agindo localmente. Começando com a Transição na cidade do Reino Unido de Totnes (Transition Town Totnes), a rede de Transição espalhou-se pela Europa, pela América e por todo o mundo.  Mas de que transição estamos a falar?  Ouça a palestra de Rob Hopkins de 2009 no TED para entender essa transição para um mundo para além do petróleo, onde os consumos energéticos são minimizados e as comunidades se tornam mais conectadas e resilientes.
(Nota: tem legendas também em português do Brasil, em a palavra oil, que significa petróleo, foi traduzida para óleo).



Em Portugal já existem 13 comunidades em Transição registadas na rede internacional: Paredes, Pombal, Telheiras, Portalegre, Gaia, Sintra, Rio Tinto, Coimbra, Cascais, Linda-a-Velha, Aldeia das Amoreiras, e também na na Universidade do Minho e na FCUL - Univ. Lisboa. Espreite a Rede Transição e Permacultura Portugal.

(Esta mensagem é idêntica à de 28/05/2011 no blogue Sustentabilidade é Acção)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

2ª Reunião sobre Transição - resumo

No passado dia 15/07/2011, o grupo de transição em Vila Nova de Famalicão chegou às 15 pessoas.  Fica aqui o registo da conversa: 


Programa :
1) Troca de ideias sobre princípios da transição – continuação
2) Discutir sobre adesão formal à rede Transition Network
3) Possibilidade de formar grupo-piloto, coordenador e temporário.
4) Discutir sobre constituição de grupos de trabalho para as diferentes áreas .

Presenças:
1. Ana Azevedo
2. Albertina Pereira
3. Armindo Magalhães
4. Cristiana Caldas,
5. Graça Marques
6. Helena Pinheiro
7. José Marques
8. Lígia Silva
9. Luciana Lopes
10. Manuel Cruz
11. Manuela Araújo
12. Nuno Mendes
13. Paulo Mesquita
14. Sandra Costa
15. Víctor Moreira

Resumo:
Nesta segunda reunião não se avançou tanto como na primeira, o que é natural nesta fase de arranque da Transição em Vila Nova de Famalicão. Foram trocadas ideias sobre Permacultura, aproveitando a presença do Víctor Moreira, com experiência e conhecimentos nesta área.

Foram lidos e discutidos os princípios da Rede de Transição (Transition Network):  1. Visão Positiva;  2. Ajudar as pessoas a ter acesso a boa informação e confiar nelas para que tomem boas; 3. Inclusão e Abertura; 4. Activar a partilha e o trabalho em rede; 5. Construir Resiliência; 6. Transição Interior e Exterior; 7. A Transição faz sentido - a solução é do mesmo tamanho que o problema; 8. Subsidiariedade: auto-organização e tomada de decisão ao nível adequado.

Foram trocadas ideias sobre Transição e sobre o futuro, mas a maioria do grupo presente sente precisar de mais informação sobre Rede Transition Network para decidir sobre a eventual adesão formal. Foram avançadas hipóteses de associação e de cooperativa para a formalização do movimento.

Quanto à criação de um grupo piloto, ofereceram-se desde já como voluntários Albertina Pereira, Ana Maria Azevedo, Armindo Magalhães, Luciana Lopes, Manuela Araújo, Nuno Mendes e Sandra Costa. 

Posteriormente, cada um dos presentes da área para que se sente mais vocacionado a intervir ou ajudar (agricultura, alimentação, energia, comércio, indústria, saúde, educação, cultura, transição interior, ligação ao exterior, etc.).

Próxima Reunião ficou prevista para o dia 29/07/2011, às 21:45h, no Espaço Mangala (Rua de Santo António, Edifício Matriz Antiga, loja 7) , com projecção de vídeos sobre Transição.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

2ª Reunião sobre Transição - dia 15/07/2011

Conforme estabelecido na 1ª reunião sobre Transição, a segunda continua marcada para o dia 15/07/2011  às 21:45h, no café/restaurante Praça, em Talvai.

Aos presentes na 1ª reunião foi distribuído um extracto do Manual de Iniciativas de Transição, com os critérios para uma iniciativa integrada na Transition Network, os "7 mas" e os "12 passos", para que pudessem avaliar sobre uma eventual adesão oficial.

Espera-se que nesta 2ª reunião se faça a segunda parte do exercício, que é saber por onde se pode começar,  e como  devemos estar daqui a, por exemplo, 3 anos, para que consigamos chegar aos objectivos para daqui a 10 anos.

No entanto, para além de continuar na troca de ideias, vejamos se será também possível, nesta segunda reunião, dar alguns passos no sentido de:
1)    Discutir sobre a eventual adesão formal à rede de partilha internacional Transition Network.
2)    Decidir um nome para este movimento em formação 
3) Concretizar um grupo-piloto, coordenador e temporário. Posteriormente, e com uma adesão mais alargada, haverá que constituir grupos de trabalho para as diferentes áreas.

Se quer ajudar de forma empenhada, desinteressada e integrada a preparar a comunidade de Famalicão para se tornar mais sustentável e resiliente, junte-se a nós e apareça para a reunião. 

terça-feira, 5 de julho de 2011

1ª Reunião sobre Transição - resumo

No passado dia 01/07/2011, um grupo de 11 pessoas juntaram-se em Vila Nova de Famalicão, para falar sobre Transição. Depois da palestra do dia 18, com Miguel Leal, do Movimento Paredes em Transição, foi a primeira manifestação de uma vontade colectiva de fazer a Transição para uma comunidade mais sustentável e resiliente em Famalicão. Assim, fica aqui o registo da conversa:

Programa :
1)    Troca de Ideias sobre transição – distribuição de extracto do Manual de Iniciativas de Transição
2)    Exercício – Como gostaríamos de estar, em Famalicão, daqui a 10 anos?


Presenças:

1. Ana Maria Azevedo
2. Ana Maria C.V. Azevedo
3. Albertina Pereira
4. Armindo Magalhães
5. Cristiana Caldas
6. Manuel Cruz
7. Manuela Araújo
8. Maria Martins
9. Nuno Mendes
10. Paulo Mesquita
11. Sandra Costa

Resumo:

Foi uma reunião notável, com um grupo de pessoas verdadeiramente interessado em ajudar a contribuir para a mudança na Transição para um Famalicão mais resiliente e sustentável. As ideias e contributos de todos foram excelentes, um bom princípio para um Movimento de Transição em Famalicão.

No exercício de futurologia a que nos obrigamos – imaginar como gostaríamos de ver Famalicão daqui a 10 anos, e escrever uma ou duas ideias num pequeno papel - saíram ideias muito válidas e interessantes, umas mais concretas e outras mais gerais, ou mesmo utópicas, que a seguir se enumeram:

A.    Sociedade e cultura
1.    Uma cidade verde, auto-suficiente e solidária
2.    Uma comunidade muito menos consumista
3.    Existência de um forte sentido comunitário, uma maior união entre os  habitantes, que colaboram em actividades de apoio ao crescimento social, económico e cultural
4.     Pobreza económica e moral erradicada
5.    Um concelho auto-sustentável, começando pelo levantamento de todas as técnicas, boas e más que se praticam em vários sectores de actividade
6.    Inclusão de pessoas mais velhas e reformadas no movimento, de modo a que possam contribuir para a transição, sobretudo através da partilha de conhecimentos
7.    Um convívio intergeracional mais frequente, com actividades conjuntas com crianças, jovens e pessoas mais idosas
8.    Uma cultura mais abrangente, nomeadamente nas áreas do teatro, literatura e cinema
9.    Existência de um banco de troca de conhecimentos e entreajuda, suportado numa rede on-line
B.    Agricultura
10.    Produzir localmente, a nível alimentar, a maior parte daquilo que é consumido
11.    Aproveitar os terrenos agrícolas que agora não estão cultivados, facilitando o arrendamento por parte de novos agricultores,
12.    A maioria dos agricultores a usar métodos biológicos e sustentáveis, para o que será necessária a criação de um grupo que dê apoio e formação 
13.    Espaços públicos cultivados, transformando mesmo parte dos relvados actuais em hortas
14.    O concelho com uma produção forte e exemplar de frutos secos, incluindo a partir de árvores plantadas em espaços públicos
C.    Comércio
15.    Criada e a funcionar uma rede local de distribuição dos produtos locais,  suportado numa rede on-line
16.    Existência de uma espécie de moeda local, a partir de atribuição de valor aos produtos produzidos localmente (ou com talões ou vales)
17.    Mercado de trocas a funcionar
18.    Recuperar a actividade dos mercados locais  e da Feira Grande
D.    Educação
19.    Todas as escolas do concelho a fazer realmente a separação de resíduos para reciclagem
20.    Todas as escolas do concelho dotadas de espaços verdes para cultivo (hortas)
E.    Mobilidade
21.    Uma rede de transportes muito mais ecológica
22.    Uma rede de vias cicláveis, de forma a que as pessoas se possam deslocar de bicicleta em segurança
F.    Energia
23.    Recuperados os moinhos e azenhas que se encontram ao abandono e em ruína para produção de energia
24.    Pessoas muito mais sensibilizadas para a necessidade de redução de consumos energéticos, através de acções de sensibilização em conjunto (colóquios) e mesmo em particular - dando conselhos nas casas das pessoas (tipo caça-watts de Cascais.


Também se falou de artesanato local e de actividade industrial, mas com certeza outras ideias mais concretas surgirão mais tarde nestas e outras áreas, bem como nas áreas já assinaladas.

Ficou decidido que o primeiro passo é tentar alargar mais um pouco o grupo, e cada elemento que participou tentará trazer, para a próxima reunião mais um elemento, de preferência com conhecimentos específicos nas áreas focadas e/ou vontade de contribuir para a mudança. 

Próxima reunião prevista para o dia 15/07/2011  às 21:45h (a confirmar), em local a designar mais tarde.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Conversa no Tanque sobre Transição

Na próxima quinta-feira, participarei na Conversa do Tanque, em que falaremos sobre como começa a Transição nas cidades. Apesar estarmos ainda muito no início da Transição em Famalicão, aceitei o amável convite de  Nuno Miranda Ribeiro da Associação Cultural Velha-a-Branca, porque não poderia perder uma oportunidade de divulgar um tema que considero de extrema importância para um futuro mais sustentável e resiliente.

A conversa começa às 21:45 do dia 7 de Julho, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga, e será moderada por Nuno Gomes Lopes.

"SOBRE AS CONVERSAS NO TANQUE
As Conversas no Tanque realizam-se à quinta-feira, pelas 21h45, com constância quinzenal. Cada sessão, que se quer informal, gira à volta de um convidado. O objectivo é o de apresentar, debatendo, projectos que se destaquem, em contexto nacional, em termos de relevância e actualidade. Acima de tudo: que representem uma "ideia". Para que o público construa, através dela, a sua proposta. Momentânea. Ou de futuro. A primeira conversa realizou-se em Julho de 2004, ainda antes da abertura da Velha-a-Branca." Fonte: Conversas no Tanque


Desde já, os meus sinceros agradecimentos ao Nuno Miranda Ribeiro e à Associação Cultural Velha-a-Branca por permitirem e incentivarem a divulgação da Transição. Espero conseguir transmitir o que tenho aprendido nessa área.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Conversa sobre Transição

Convidam-se os famalicenses interessados em participar de forma desinteressada, coordenada e empenhada (dentro das suas possibilidades, claro)  na transição para a sustentabilidade da nossa comunidade,  para uma  reunião informal com vista à eventual criação de um grupo para o arranque de uma iniciativa de Transição  em Vila Nova de Famalicão.

Essa conversa ocorrerá na esplanada do restaurante/café Praça, na próxima sexta-feira, dia 1 de Julho, por volta das 21h45.

Entretanto, se quiser saber mais um pouco sobre transição, convido a visitar o blogue Sustentabilidade é Acção e a procurar pelo tema  Transição ou pela etiqueta "Colóquio de Transição".

Se pretende ter uma ideia mais aprofundada de como se organiza uma iniciativa de Transição, pode consultar o Manual de Iniciativas de Transição. Se não quiser ler já o documento todo, leia o capítulo "Como estabelecer sua Iniciativa de Transição - critérios", nas páginas 12 a 14.

Para finalizar, deixo-vos com a frase de Margaret Mead:

"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas motivadas e comprometidas possa mudar o mundo. Na verdade é a única coisa que o faz."

sábado, 18 de junho de 2011

Semente de Transição em Famalicão

Ontem à noite ocorreu a Palestra "Transição para a Sustentabilidade: O exemplo de Paredes", com Miguel Leal, biólogo e impulsionador do Movimento Paredes em Transição, no Espaço Mangala, em Vila Nova de Famalicão.
Cerca de 30 pessoas assistiram à exposição do Miguel, que deu a conhecer os pressupostos e princípios do Movimento de Transição, e apresentou o interessante e inspirador trabalho que têm desenvolvido em Paredes, e que se pode acompanhar através do blogue Paredes em Transição, donde extraí o texto que se segue:

"Acreditamos ser preferível que, em comunidade e por iniciativa própria, iniciemos JÁ o processo de transição para um futuro menos dependente dos combustíveis fósseis do que ficarem à espera que as circunstâncias nos forcem a alterar o nosso modo de vida nesse sentido, o que, inevitavelmente, acontecerá, mais tarde ou mais cedo, pois ainda não foi descoberta nenhuma fonte de energia que possa vir a substituir o petróleo barato e facilmente disponível.

Acreditamos que, para que este processo de transição tenha sucesso, é vital reconstruir a resiliência – em grande parte perdida – das nossas comunidades através de uma relocalização da economia, consumindo, dentro da medida do possível, bens e energia produzidos localmente, apoiando os agricultores locais ao adquirir os seus produtos, frequentando o comércio tradicional, tentando reaprender certas técnicas de produção em vias de desaparição e cultivando a entreajuda entre os elementos da comunidade.
" (ver texto completo aqui)



Depois da apresentação e do debate, alguns resistentes ficaram em amena cavaqueira regando a semente de transição que o Miguel parece ter conseguido semear em Famalicão.  E com o óptimo chá que a anfitriã Tina serviu, já passava da 1 h da madrugada quando os últimos dispersaram.


Bom, claro que a resistência dos mais jovens tem os seus limites! Mas como o Miguel frisou, e bem, é neles que reside, essencialmente, a esperança da Transição para um mundo mais sustentável.


Muito obrigada, Miguel Leal, pelo excelente exemplo de partilha que deste em Famalicão. Creio mesmo que puseste várias sementes de Transição nas cabeças de vários Famalicenses. Agora,vamos continuar a regá-las para ver se germinam!


Obrigada também a todos quantos participaram e espero que isto seja o início do Movimento Famalicão em Transição.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Palestra "Transição para a Sustentabilidade: O exemplo de Paredes"

"A base de toda a sustentabilidade é o desenvolvimento humano que deve contemplar um melhor relacionamento do homem com os semelhantes e a Natureza"  Nagib Anderáos Neto

Porque a nossa casa global precisa da ajuda de todos, porque precisamos de reflectir nos nossos hábitos, porque os bons exemplos são para ser seguidos, convidamos a participar na tertúlia / palestra:

"Transição para a sustentabilidade: o exemplo de Paredes"

Com Miguel Leal, biólogo e impulsionador do Movimento Paredes em Transição

Na próxima sexta-feira, dia 17 de Junho de 2011 às 21:15h, no Espaço Mangala, Rua de Santo António, Edifício Matriz Antiga, Loja 7, em Vila Nova de Famalicão

Para inscrição, enviar um e-mail para: tinaoutiz@hotmail.com. Custo de participação: 2 euros

Para saber mais um pouco sobre esta Transição, convido a fazerem uma visita ao blogue Sustentabilidade é Acção, onde este tema foi referido diversas vezes, mas que julgo estar mais explícito nesta mensagem de Maio 2010 e nesta de Maio 2011. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já começou a Transição em Portugal

O seguinte texto é a transcrição de parte da mensagem de Luís Queirós no seu  blogue Transição, e fala da sua opinião sobre a Conferência GLOCAL 2010, que decorreu nos passados dias 20 a 22 de Outubro, nas instalações da LIPOR, em Ermesinde, onde foi também orador:

"A experiência que está a ser levada a cabo pelo Município Cascais, apresentada, de forma entusiástica, por Joana Silva, ilustra bem quanto algumas autarquias já estão sensíveis a estes problemas. Foi apresentado o projecto "in loco 21" que está a ser implementado com sucesso. Falou-se de palestras, destinadas aos colaboradores da autarquia, inspiradoras de reflexão sobre a sustentabilidade.

Começam a surgir por toda a parte pessoas desinteressadas, cidadãos comuns atentos aos sinais das mudanças, que se interessam pelo tema. Eu próprio apresentei o projecto Rio Vivo, em S. Pedro do Rio Seco, apoiado pela Fundação Vox Populi. E inspiradas pelo modelo de Totnes, já existem em Portugal as primeiras iniciativas de transição, como é o caso de Paredes que muito me impressionou pelos entusiasmo com que foi apresentado. Tivemos ainda o privilégio de ouvir Jacqi Hodgson falar-nos de Totnes, cidade inglesa percursora destes movimentos.
 
Com a persistência da crise e com a incapacidade demonstrada por economistas, políticos e governantes para a debelar, pouco a pouco, as pessoas começam a dar-se conta de que o mundo está a mudar de uma forma irreversível, e que esta não é uma crise como as outras. Começam a perceber e a acreditar que esta á a “crise mesmo”, e começam a olhar de forma diferente para o futuro. E muitos, sem esperar que algo de pior aconteça, começam a querer moldá-lo com as suas próprias mãos. Está a ser assim em Paredes, em Pombal, e poderá ser assim no bairro de Telheiras, em Lisboa, onde jovens entusiastas se dispõem a percorrer o caminho difícil mas promissor da Transição."

Eu também assisti à conferência GLOCAL 2010, e, assim como na conferência sobre Transição em Abril passado em Pombal,  vi que há pessoas e municípios interessados em começar essa mudança para uma vivência mais sustentável, promovendo a produção e o comércio local, respeitando a natureza e as pessoas, e delas aproveitar o melhor sem as prejudicar, e diminuindo gradualmente os consumos energéticos - a Transição.

Mas a Transição começa localmente, com um grupo de pessoas empenhadas, interessadas no bem comum e não em obter proveito próprio, que se formam e informam para que se vença a inércia do "deixa andar, que quem vier atrás resolva" e a Transição comece. Dá trabalho, e não dá dinheiro, mas seguramente compensará a quem se preocupe com o futuro das gerações futuras. Em Portugal

Em Paredes, de facto a Transição já começou, como testemunhei na recente palestra de Jacqi Hodgson (ver aqui). Em Pombal, em Telheiras, em Rio Seco, a Transição está a acontecer. Saibam mais na rede Transição e Permacultura Portugal, uma rede social que visa promover o Movimento de Transição e a Permacultura em Portugal.

Haverá gente em Famalicão que aceite este desafio?

domingo, 24 de outubro de 2010

Transição para a Sustentabilidade

 O conceito de sustentabilidade, e mais propriamente desenvolvimento sustentável, apareceu definido pela primeira vez em 1987, no relatório Brundtland. E teve de ser definido e escrito, não porque fosse um conceito novo, mas porque  o Homem se esqueceu.

Durante muitos milénios, o Homem e a Natureza viveram em harmonia, de acordo com os princípios da sustentabilidade. A sustentabilidade era algo intrínseco, que juntava instinto com saber empírico, e que passava de geração em geração. 

No último século e meio, o Homem enlouqueceu com a energia fácil, lançou-se na aventura da tecnologia e esqueceu-se completamente da sustentabilidade e do essencial . Com o uso do carvão e mais ainda com a descoberta do petróleo, uma revolução energética levou-nos, a evoluir para modos e níveis de vida nunca antes sonhados, permitindo um crescimento exponencial da população através de uma escalada impossível de consumo de recursos e produção de poluição.

Tal como dizem os biólogos, o comportamento exponencial da nossa espécie no último século, a nível de crescimento demográfico e consumo de recursos, só tem paralelo na natureza,  nas infecções ou nas pragas. E todos sabemos que após "consumirem" tudo o que tinham ao seu alcance, a redução da população de bactérias ou de insectos é rápida e drástica. O caos instala-se e auto-acelera-se. Deduzimos, portanto, que a continuar com o consumo e crescimento do último século, num meio finito, caminhamos seguramente para o início do fim da civilização tal como a conhecemos. São leis da física e da biologia...

Em paralelo com o aumento do nível de vida de parte da população mundial, com o aumento da esperança de vida, com o desenvolvimento da ciência,  e com o encurtamento das distâncias e globalização do comércio, assistimos a um retrocesso dos valores essenciais, ao declínio da natureza e da biodiversidade, ao aumento assustador do número de pessoas com fome crónica, e ao aumento exponencial das disparidades entre aquilo que têm os mais ricos e os mais pobres.
E nem por isso, as pessoas do mundo dito "civilizado" são hoje mais felizes. Pelo contrário, a correria, a falta de valores e prioridades verdadeiras, fez com que a angústia, o pessimismo e a passividade cívica se instalassem. A vida em comunidade foi desaparecendo ao ponto de nem sabermos quem é o vizinho que mora ao lado, o tempo para a família e os amigos cada vez fica mais curto.

Salvo honrosas excepções, aqueles que governam as nações vêem demonstrando cada vez mais a sua incapacidade de mudar o mundo, estando cada vez mais subjugados e controlados pelas grandes corporações que detém o poder económico. A falta de liderança e de coragem é já a imagem de um tempo, em que uma grande parte da humanidade continua a seguir na corrente do deslumbramento pelo consumo, ignorando ou não querendo ver que essa corrente não desagua senão num inevitável mar de caos e de guerra.

Resta-nos seguir nessa corrente, ou então, nadar contra ela com todas as nossas forças. Porque só a partir da nossa acção, dos cidadãos comuns minimamente informados e conscientes, é que pode surgir a mudança.

É tarde demais para evitar a grande crise que se aproxima, mas não é tarde demais para a tentar amenizar.  

Está  mais que na hora de começarmos a fazer a transição para um mundo em que quem está primeiro são as pessoas e a natureza, e não o dinheiro.

Nota: este texto foi também publicado no blogue Sustentabilidade é Acção com o título Está mais que na hora da Transição para a Sustentabilidade